quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Sobre hora de crescer

Será que existe uma hora exata para crescermos? Uma idade fixa?

Uma vez ouvi dizer que se vai ao pediatra até os 20 anos... Já estou com 24...

Eu não passei por muitas crises, dessas pós-modernas: crise de infância, adolescência, dos 40... sei lá...

Mas acho que estou no meio de uma... ou só firulando um pouco as coisas. Confesso que torço pela segunda opção!

...

Mas o fato é que sempre achei que crescer era ter as rédeas de sua própria vida. Isso na minha cabeça sempre se configurou com a imagem de uma casa e/ou família. Sabe... o momento de ruptura, onde se deixa o núcleo habitual de nascença e se constituí um novo.

Começo a ver que as coisas não são bem assim.

Na verdade ao longo de nossa vida nos são dadas pequenas responsabilidades (turbulênciasinhas), acho que para que nos acostumemos, paulatinamente, com esses engodos que fazem parte da vida. E que num momento que creio eu ter uma data singular para cada ser humano, eclodem todos ao mesmo tempo. Em maior ou menor escala.

Acho que me encontro numa escala richter pouco elevada... Devo estar no nível 2... Mas não sei se a questão que se coloca aqui é exatamente a intensidade do tremor, mas o tremor em si e, principalmente, sua forma de lidar com ele.

Por que ele não passa, ele se naturaliza em nossas vidas.

E é exatamente nesse momento, em que a naturalização se completa, que você efetivamente cresceu.

Eu vou seguindo no aprendizado de convivência com esse novo elemento da vida, turbulências e tremores constantes e intermináveis, mas não intermitentes.

C’e la vie! (ta certo isso?!)

O prazer X a obrigação...

Decididamente nada é de graça!
Você tem uma vida ótima, mas a manutenção disto custa alo...
É nem tudo pode ser perfeito... E ainda que possa parecer isso não é uma reclamação, mas sim um desabafo.
Escrever por obrigação não tem a mesma produtividade e positividade em seu resultado final do que deixar fluir um espasmo de criatividade, como este por exemplo. Mas fazer o quê?

Tenho estado longe daqui, o que não queria.
Tenho estado longe do mundo, o que também não queria.
Tenho estado longe de mim...

Então como me aproximar meu objeto de pesquisa?

Mestrado é uma coisa engraçada. E errada ao mesmo tempo. Penso que deveria ser cursado em 3 e não dois anos.

Você passa a graduação vendo as mais variadas coisas e no fim, escolhe algo pra fazer um trabalho final de pesquisa.

No mestrado você já entra com a sua escolha, ainda que esta possa ganhar novos contornos no meio do caminho, e passa um ano longe dela... Aí no final disto: Volta aí filho, ta na hora de entregar o negócio! Putz...

Mas vai sair... como tudo sempre saí....

Mas confesso que sinto falta da liberdade setescentista que os grandes gênios podiam gozar, no desenvolvimento de suas descobertas...

Maldita modernidade... maldita pós-modernidade....

Bem, agora eu tenho que voltar ao trabalho: O RECREIO ACABOU!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Nota de esclarecimento!

Ando sem tempo pra escrever aqui, infelizmente. Ainda que a reitoria continue ocupada e a greve seguindo aos trancos e barrancos (literalmente). Mas enfim... mil coisas...
Mas essa nota não é sobre minha vido e/ou ocupações, é sobre possíveis interpretações negativas de meu texto anterior.
Não sou reacionária. Acredito que podemos e devemos construir uma universidade melhor. Apenas não concordo com os métodos de docentes, discentes e funcionários para tal.
Embora não tenha apresentado nenhuma proposta em minha postagem anterior, deixando-a talves vazia. Acredito que ao invés de pseudo revoluções devessemos realizar reais construções. União dos alunos deveria estar para além da ocupação, mas na elaboração de projetos aplicáveis.
Volto outro dia com mais tempo...